sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cemitérios em Cascavel - PR - Solo Monitorado

Tudo bem que a notícia veiculada é de março, mas vale a pena mostrar para fins de conhecimento e também pelo fato de que pelo menos em um município (Cascavel-PR), as autoridades municipais começaram a se mexer.

"Cemitérios terão solo monitorado
23-03-2009

A Acesc (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel) construiu quatro poços de monitoramento do lençol freático no cemitério do Bairro Guarujá para fazer exames da água por amostragem do solo e prevenir a contaminação por necro-chorume. O mesmo sistema será adotado também nos cemitérios Central e São Luiz. As três unidades da cidade de Cascavel estão recebendo melhorias e ações vêm sendo executadas para conseguir vagas para sepultamentos até que a prefeitura consiga área para um novo cemitério. Paralelamente, o superintendente da Acesc, Leoclides Rigon, quer transformar os campos santos em locais mais agradáveis para atrair visitantes em outras datas e não apenas no Dia de Finados, no Dia das Mães, Dia dos Pais, por exemplo.

Jornal Hoje – Qual é a realidade financeira da Acesc (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel)?

Léo Rigon - Confortável, porém não habilitada a fazer investimentos de médio ou grande portes. A Acesc não teria hoje condições de adquirir área para o novo cemitério, depende da prefeitura. E menos ainda de fazer a infraestrutura.

Hoje – Como está a procura por área?

Léo Rigon - Estamos partindo para a área rural, porque as áreas existentes não têm o tamanho necessário - 4 alqueires ou 100 mil m2 - para a construção do novo cemitério para os próximos 50 anos, com capacidade para 30 mil a 40 mil sepulturas no sistema jardins.

Hoje – Existe área em vista?

Léo Rigon – Na área urbana, além de pequenas, consultamos a população do entorno, que não aceita vizinhar com cemitério. O prefeito Edgar Bueno (PDT) pediu para não fazermos sem aprovação dos cascavelenses. Partimos então para a procura de áreas rurais, porém, próximas do perímetro urbano.

Hoje – Qual a capacidade do Cemitério Central hoje?

Léo Rigon – Hoje, zero. Estamos criando, com a exumação de sepulturas consideradas em estado de abandono e com a retirada de árvores de espécies inadequadas para o local, 300 vagas no Cemitério Central, por desapropriação. Mais 350 gavetas que estarão disponíveis no segundo semestre, já que um gavetário que está sendo licitado para o início das obras.

Hoje – E o Cemitério São Luiz?

Léo Rigon – Foi iluminada parte dos corredores, será retirado também um barracão existente para a criação de 288 novas vagas. Será construído também um gavetário com 128 gavetas.

Hoje – E no cemitério do Guarujá, o que vem sendo feito?

Léo Rigon – Foram construídos quatro poços de monitoramento do lençol freático para fazer exames da água por amostragem do solo, para prevenir a contaminação por necro-chorume. O mesmo sistema será adotado também nos cemitérios Central e São Luiz. Poucos no país têm esse sistema, uma das exigências da legislação ambiental para a construção de cemitérios. No Guarujá tem um gavetário construído que será liberado no segundo semestre, com 510 gavetas. E 228 terrenos em estado de abandono serão desapropriados.

Hoje – Como é feita essa desapropriação?

Léo Rigon – Primeiro fazemos um contato com a família. Se não conseguimos por correio, telefone, visitas pelo cadastro, publicamos a convocação três vezes no Diário Oficial do Município. Se conseguirmos contato, a família é indenizada em espécie ou com a concordância da família, os restos mortais são transferidos para o gavetário, gratuitamente. A família escolhe a modalidade.

Hoje – Quais as obras previstas para o Cemitério Central?

Léo Rigon – Este ano ainda vai receber novo sistema de iluminação, com lâmpadas instaladas em braços, que vai possibilitar a ampliação da visitação à noite, das 18h para as 20h, receberá uma capela ecumênica para celebrações e orações dos visitantes, modelo de Roma/Itália, estão sendo substituídos 10 mil m2 de pedra brita por grama esmeralda nos corredores entre as sepulturas, serão plantadas 400 mudas de árvores de espécies adequadas para o local, as ruas receberão cobertura asfáltica, a Rua do Rosário, em frente ao cemitério, entre a Carlos Gomes e a Barão do Cerro Azul, será transformada em um calçadão e ao lado das três capelas serão construídas mais duas e estacionamento totalmente fechado, com guarita para segurança dos visitantes. Está implantado sistema de câmeras de monitoramento com oito unidades e capacidade de ampliação para 20, em pontos estratégicos e monitoramento 24h no calçadão, estacionamento e avenida central do cemitério.

Hoje - E no São Luiz?

Léo Rigon – Está sendo projetado novo sistema de iluminação em toda a praça, em torno da capela e na Rua Paranaguá, em frente ao cemitério, no Guarujá também. Novos refeitórios serão construídos, para dar qualidade de vida aos funcionários.

Hoje – Quais ações executadas que são consideradas decisivas?

Léo Rigon – A primeira ação, em janeiro, o convênio que firmamos com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, pelo IML (Instituto de Medicina Legal) de Cascavel, para a busca e transporte de corpos vítimas de mortes violentas. O governo do Estado entrou com a viatura zero, combustível e manutenção e a Acesc com os recursos humanos."

Fonte: http://www.jhoje.com.br/23032009/politica.php

Nota: Esperamos que no domingo tenhamos novidades sobre o projeto e a cobertura do próximo local a ser visitado. Até lá !!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cemitério da Saudade - Campinas - SP

Introdução

O Cemitério da Saudade é um dos mais importantes do Brasil e também o único localizado em grande cidade até os anos 1960 a incorporar cinco outros cemitérios particulares localizados em seus arredores. Fazem parte do que pode ser considerado "complexo Saudade", o Cemitério São José; o de São Miguel e Almas; o Cura D`Ars; o Cemitério Venerável da 3a Ordem do Carmo e o da Irmandade do Santíssimo Sacramento (no qual estão sepultadas inúmeras personalidades da história de Campinas).

Datado de 1886, quando recebeu corpos anteriormente sepultados em um cemitério da Vila Industrial (desativado com a chegada da ferrovia) é o mais antigo cemitério de Campinas. Consta em registros históricos, que a desativação do cemitério nas proximidades da linha férrea deu-se por decisão da Câmara Municipal, e que o Saudade foi escolhido para substituí-lo pelo fato de estar situado, na época, distante do que era a área central da cidade.

Sua dimensão total é superior a 181,5 mil metros quadrados, nos quais estão sepultados monarquistas, republicanos, heróis, anônimos, escravos e imigrantes que, cada um a seu modo, contribuíram para construir a cidade e sua história. Nele estão erguidas cerca de 32 mil sepulturas onde já foram sepultados, desde o início de seu funcionamento até os dias atuais, aproximadamente de 500 mil corpos.

A gleba onde está localizado foi doada à municipalidade por Ferreira Penteado que, por conta disto, mereceu a honra de ter sepultura em lugar de destaque, no centro da alameda principal, no Cemitério do Santíssimo Sacramento.

Até 1925 foi conhecido como Cemitério do Fundão, já que a área que ocupa pertencia à Fazenda do Fundão. O primeiro registro de sepultamento no Saudade data de 1889 e se refere ao corpo de uma mulher, embora tenha havido anteriormente alguns outros cujos registros se encontram na Cúria Metropolitana. Por sua importância na cidade, o cemitério teve seu portal de entrada e o prédio administrativo projetados pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurados em 1913.

A imponência das sepulturas em algumas de suas quadras revela o status em vida, o gosto e o comportamento das famílias abastadas, e a Economia do final do século 19 e início do século 20. Ou seja, a história da sociedade campineira em boa parte.

Processo de Tombamento Histórico
O valor histórico, artístico e arquitetônico incontestável do Cemitério da Saudade motivou seu tombamento como patrimônio cultural da cidade, em processo concluído no mês de novembro de 2003 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc). As primeiras solicitações para a preservação, porém, chegaram ao órgão logo após ter sido constituído, em 1991.
Foram pedidos de representante da Câmara Municipal (o então vereador Ângelo Colombari), de historiadores ou simplesmente de admiradores da beleza das obras de arte, da arquitetura e da história que o cemitério guarda. Entre eles, a professora Maria Elízia Borges, da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. A professora utilizou o Cemitério da Saudade como campo de pesquisa para subsidiar sua tese de doutoramento sobre arte tumular no Brasil, apresentada na Universidade de Ribeirão Preto.
Na fundamentação que definiu o tombamento foram apontados pelo Condepacc diversos argumentos, embora considerasse o órgão, que o fato de concentrar trabalhos de artistas de extrema importância na trajetória da arte tumular no Brasil e o de abrigar belíssimas capelas com estilos arquitetônicos variados já fossem suficientes.
Mas o Condepacc entende que a importância do Saudade vai além, uma vez que ele se traduz em resumo de vários períodos da história da cidade de Campinas, um resumo não fragmentado, mas concentrado em um único local. Por decisão do órgão de defesa do patrimônio de Campinas, cerca de 40% do Cemitério da Saudade foram tombados, incluídos neste percentual, além das sepulturas e ornamentos, também algumas ruas e árvores, o portal de entrada, o prédio da Administração, o ossário, o cruzeiro, e o Monumento ao Soldado Constitucionalista.
O tombamento, conforme destaca o Condepacc, visa a preservação com abordagem cultural, incentivando um olhar sobre o cemitério que não seja apenas o de um local que trás à lembrança o sentimento de perda de pessoas queridas, mas lugar detentor de parcela significativa da arte pública. Com o tombamento ele passa, oficialmente, a ser parte do cenário da cidade que tem uma história para contar.
Ponto Turístico
O Cemitério da Saudade tem, ao longo dos anos, desempenhado papel que não se restringe somente ao sepultamento de corpos. Tem servido também, por sua importância histórica, cultural, e por sua beleza, de espaço para teses universitárias, pesquisas e aulas de História, de tema para livros e recorrentes reportagens de jornais e revistas e foi utilizado como cenário para produção cinematográfica de alcance nacional.Há pouco mais de um ano, a revista Sarau, voltada para a Cultura na região e publicada pelo Centro de Memória, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por considerar a importância do Saudade, publicou duas reportagens e ensaios fotográficos sobre o cemitério. Em uma delas mostra mostra a história e as obras de arte que ele guarda. Na outra, aborda a história e a importância, junto a uma parcela da população, dos milagreiros sepultados no Saudade.O Saudade serviu em março passado como sala de aula para um grupo de 22 estudantes do Colégio Asther de Campinas, levados pela professora de História até o local, considerado por ela como campo riquíssimo para o estudo do meio. Como esta, as visitas de estudantes levados ao cemitério por suas escolas são freqüentes.
Em seu projeto experimental de conclusão do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), em 1997, o então estudante Élcio Henrique Ramos escolheu o Cemitério da Saudade como tema de seu livro reportagem. A publicação, que passou a ser leitura obrigatória para estudantes de Jornalismo da Universidade e aborda inclusive milagres e crendices que têm o Saudade como base, é considerada por muitos como o levantamento mais completo sobre o cemitério.
Imagens do Saudade foram mostradas também em todo o país no filme "Memórias Póstumas de Braz Cubas", adaptado da obra de Machado de Assis, e estrelado por Sônia Braga e Reginaldo Faria. Parte do filme foi rodada no Cemitério da Saudade em 1999.
O interesse dos segmentos voltados à arte, à cultura e ao ensino e à história pelo Cemitério da Saudade tem justificativa; a de ser considerado um museu a céu aberto, cuja preservação é indispensável.
Esta qualificação se dá por conta da sofisticação e da quantidade de obras produzidas por figuras de renome da arte da escultura em mármore que ornamentam grande parte das sepulturas. Em especial aquelas onde estão sepultados os ilustres da história de Campinas.
De extrema importância para o estudo da arte tumular (e para entender a segmentação social na cidade durante o final do século 19 e início do século 20, auge do período em que o café era o grande gerador de riqueza), o Saudade abriga trabalhos de marmoristas que chegaram da Itália no final do século 19, além de algumas obras encomendadas pelas famílias e trazidas da Itália.
São peças em mármore carrara, considerado uma das pedras mais nobres para escultura, que chegava ao Brasil pelo porto de Santos em grandes blocos vindos de Marina de Carrara, no Noroeste da Itália. Conta-se que famílias abastadas da cidade escolhiam em catálogos europeus as esculturas para ornamentar suas sepulturas. E as peças eram fielmente reproduzidas pelos marmoristas.
As esculturas, no entanto, não obedecem a um único estilo artístico. Em algumas das sepulturas pode-se notar a mistura deles. Na de Leonor Penteado, por exemplo, é possível observar uma escultura do italiano Giuseppe Tomagnini, considerado talvez o maior fornecedor de mármore da Itália e o grande representante da fase da arte tumular em mármore no Saudade. A sepultura (uma das primeiras da alameda principal) mescla arte grega, realismo e neoclássico, definindo o ecletismo de estilos adotado na época.
Além de Tomagnini, outros escultores contribuíram para a valorização artística do Saudade. Anjos, bustos, frades, santos, Pietás, Cristos e adornos são assinados também por artesãos das famílias Marcelino Velez, J. Rosada e Bocatta, de talento inegável.
Os artistas eram em maioria oriundos de famílias de imigrantes italianos. A imigração favoreceu a expansão da técnica da cantaria (entalhe detalhado) no Brasil e acabou por transformar o Cemitério da Saudade em local onde a tradição sobrevive em um de seus últimos redutos. Os artistas que deixaram suas obras no Saudade eram fortemente influenciados pela escola italiana Pietrasanta.
Lélio Coluccini, escultor de reconhecimento mundial, ganhador de importantes prêmios internacionais (que estudou na Pietrasanta e está sepultado no Saudade), deixou também sua marca por meio do número expressivo de obras de arte que ornamentam várias sepulturas.
Admirado por Pietro Maria Bardi - que até recentemente dirigiu o Museu de Arte de São Paulo (MASP) -, Coluccini é autor de outros trabalhos que podem ser observados em Campinas. A Revoada das Andorinhas, em frente ao Museu de Arte Contemporânea José Pancetti (Macc) e o Monumento ao Bicentenário, no Largo das Andorinhas, são dois exemplos.
Pucceti, contemporâneo de Coluccini, além de Nicola del Nero e Albertini, deixaram igualmente marcas do talento no cemitério, através de obras de arte que produziram, já não em mármore, mas em granito, latão e bronze, que após a Segunda Guerra Mundial passaram a dominar a arte tumular no Brasil. Coluccini em uma segunda fase de seu trabalho, também utilizou estes materiais, esculpindo figuras estilizadas, obedecendo já aos padrões do Modernismo.
Examinando as obras de arte guardadas no Saudade é impossível apontar a escola predominante nas esculturas, uma vez que elas carregam elementos neogóticos, renascentistas, coloniais, da arte grega, do realismo e da art-décor. Mas é possível identificar as três fases pelas quais passou a arte tumular: a do mármore carrara, a do granito e a do bronze/latão.
Á Segunda Guerra Mundial - que dificultou as importações e terminou por instalar uma crise econômica também mundial, tornando mais escassa a riqueza gerada pela produção do café brasileiro - é atribuído o declínio do mármore carrara que, na arte tumular, foi sendo substituído, então, por materiais mais acessíveis.
A sepultura de Thomaz Alves parece separar as quadras que demonstram a queda do mármore dos barões e poderosos, e a ascensão de materiais menos nobres. A sepultura é ornamentada, além do mármore, também com granito e bronze/latão.
Memória Preservada
O Cemitério da Saudade guarda bem mais do que um período da história da arte tumular. Suas 112 quadras, que abrigam sepulturas de pessoas simples, de vítimas de epidemias, de ilustres, de heróicos policiais (sepultados no Mausoléu da Polícia Militar), além do monumento (ao lado do portal de entrada) em homenagem aos soldados constitucionalistas, que perderam a vida por um ideal, proporcionam uma retrospectiva da história de Campinas.
Logo na entrada, a suntuosidade das sepulturas localizadas do lado esquerdo, na alameda principal, revela o poderio em vida das famílias ilustres da cidade, que transferiam para as sepulturas, por meio do material que as confeccionavam, e de seus adornos, o poder e prestígio que possuíam em vida. Um dos exemplos é a capela onde está sepultado Ferreira Penteado; a maior sepultura do Saudade.
A entrada do cemitério concentra as sepulturas das figuras de destaque da Campinas do passado. São barões, baronesas, monarquistas, republicanos, políticos, médicos, juristas e outras personalidades. E o fato de ocuparem esta área tem uma explicação: os terrenos dali eram os mais caros e apenas as famílias de posses podiam adquiri-los.
Mas o cemitério preserva também uma história bem menos esplendorosa, nem por isso menos importante. É nele que estão sepultadas as vítimas das epidemias de febre amarela que afetaram fortemente a população da cidade.
Sepulturas de pessoas de origens e condições sociais diferentes dividem o espaço do Saudade. E, entre elas, as dos milagreiros, pessoas humildes que, ao longo dos anos, foram se transformando em objeto de devoção do povo, às quais se credita a realização de milagres. São conhecidos como milagreiros Maria Jandira, os três anjinhos e o escravo Toninho .
Uma das sepulturas mais visitadas do Saudade é a de Maria Jandira. Segundo os devotos, ela era uma prostituta que ficou noiva e ia se casar. Mas bem próximo à cerimônia que faria dela uma senhora respeitada, o noivo desistiu do casamento. Desesperada Maria Jandira teria se suicidado, ateando fogo ao corpo. Sua sepultura, a de número 289, na quadra 28, recebe visitas de pessoas com problemas matrimoniais e amorosos.
Também são tidas como milagreiras três crianças que morreram em função de um incêndio na fazenda onde moravam. Os devotos levam oferendas para os "três anjinhos", modo como são identificados, principalmente no dia 27 de setembro, data em que são homenageados Cosme e Damião.
Homem de confiança do Barão Geraldo de Resende, o escravo Toninho, que trabalhava na fazenda de café do barão, era reconhecido por sua bondade para com todos os moradores da colônia. Quando morreu, o barão adquiriu um terreno para que Toninho fosse sepultado em área nobre no Cemitério da Saudade.
Quando o barão faleceu sua família quis que ele fosse sepultado bem próximo ao homem de sua confiança. Com o tempo, o povo passou a atribuir milagres ao escravo Toninho. Sua sepultura é ainda hoje uma das mais visitadas.
Entre os realizadores de milagres há também um ilustre: Vieira Bueno. Acredita-se que isto sé dá pelo fato de, em vida, ter sido extremamente bondoso e dedicado aos pobres. Como apontado em sua biografia, Vieira Bueno teve importância destacada no atendimento às vítimas de todas as epidemias de febre amarela que atingiram a cidade até sua morte, em 1905.
Fonte: Prefeitura Municipal de Campinas - Serviços Técnicos Gerais (Autarquia Municipal) : http://www.campinas.sp.gov.br/setec/cemiterios/

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Recados Importantes

Bom, antes de mais nada, a partir dos próximos dias estarei fazendo parte de mais 2 projetos. A Saber:

- Projeto Andarilhos Urbanos, de São Paulo, que retrata via fotografias sobre lugares dos mais diversos e fugindo daquela temática convencional de turista no Município de São Paulo. Terá o seu início no Centro Velho daquele município, com a data a ser definida o mais rápido possível e será divulgada assim que confirmar brevemente. O projeto é encabeçado pela Aline Sassi, com diversos colaboradores que formarão uma equipe sólida para a empreitada, entre eles Pedro Azambuja e a pessoa que vos escreve (eu);

- Blog sobre Assuntos Atuais, que já tem o começo definido (dia 06.07), em parceria com Renner Moreira cuja temática é discutir assuntos globais de uma maneira crítica e livre, apontando idéias, opiniões e soluções, saindo da pasmaceira comum em blogs referentes a transmissão de informação.

E mais do que isso: já foram definidos os próximos 5 locais a serem visitados no projeto em que está presente. Não será divulgado de antemão por razões óbvias. Porém, a qualidade e os temas que o abrangem será conhecida por todos. Ficamos felizes em saber que está dando resultados aos poucos, porém apenas vencemos uma etapa, de várias que estão por vir...

Só para finalizar, estou com idéias de participar de mais alguns projetos...Porém irá depender de muita coisa e assim que concretizar, será divulgado a respeito.

Abraços e até a próxima !!! =)

sábado, 13 de junho de 2009

Adidas

Na propaganda veiculada em 2007 no Sudeste Asiático e posteriormente Mundo afora, a mensagem transmitida pode ser interpretada de duas maneiras: superação no esporte e/ou uma grande maioria dos calçados da concorrência podem ocasionar lesões conforme o uso. Bem, não é sobre a propaganda em si que quero tratar, aliás foi a melhor imagem que pude passar aqui, uma vez que não ganho nenhum centavo por isso, e sim sobre a História da empresa que é infitimanete além do que uma marca conhecida mundialmente falando.

Como todos sabem, Adidas é uma empresa alemã de equipamentos esportivos. A empresa tem o nome de seu fundador, Adolf Dassler, que começou produzindo sapatos nos anos 1920 (mais precisamente em 1924) em Herzogenaurach próximo a Nuremberg na lavanderia da casa materna, após seu retorno da I Guerra Mundial. Seu pai, Christoph, havia trabalhado numa fábrica de calçados e deu-lhe apoio no início do negócio. O nome "Adidas" é uma união entre o apelido, Adi, e o sobrenome, Dassler, do fundador da empresa, "Adi" "Das"sler. A razão social dessa pequena empresa de calçados de pano, a Gebrüder Dassler Schuhfabrik. Aos poucos a produção começou a crescer e fornecer sapatos para atletas olímpicos a partir dos Jogos Olímpicos de Amsterdam em 1928. O atleta Jesse Owens, nas Olimpíadas de Berlim, 1936, começou a mostrar o trabalho dos irmãos alemães ao mundo.

A empresa mostrava um desenvolvimento rápido, numa velocidade que fez com que os irmãos buscassem seus próprios lucros, ou seja, se separaram. No ano de 1948, Adi Dassler fundou a Adidas enquanto Rudolf criou a Puma Fábrica de Sapatos Rudolf Dassler. E a partir de então houve uma espécie de cisão que originou duas das mais famosas empresas do segmento no Mundo - Adidas e Puma.

Equipado com chuteiras Adidas com travas (inovador na época), a Seleção Alemã Ocidental de Futebol venceu a Copa do Mundo de 1954, debaixo de forte chuva. Em 2003 o filme "Das Wunder von Berna" ("O milagre de Berna") reconta a história desse triunfo, apresentando os calçados de Dassler como uma chave para o sucesso do time e, ainda mais, da nação: a vitória proporcionou uma verdadeira injeção de ânimo para a Alemanha de pós-guerra, e a inclusão da Adidas no filme pode ser vista como uma grande publicidade da companhia. Horst, filho de Adi Dassler, estabeleceu uma sucursal da Adidas em França, no ano de 1959, iniciando a expansão internacional da empresa. Em 1973 Horst fundou a Arena, marca para a produção de equipamentos de natação.

Após a morte de Adi, em 1978, seu filho e a esposa Käthe assumiram a administração da empresa. Em 1989 a Adidas converteu-se em companhia limitada, permanecendo uma propriedade familiar até a sua abertura de capital em 1995.

A Adidas atualmente é a segunda maior empresa de equipamentos esportivos do mundo, atrás da maior rival a Nike, e líder na Europa onde a Nike é a segunda. No entanto, é a maior distribuidora de equipamentos esportivos para o futebol, apesar dos grandes investimentos que a Nike tem feito desde que entrou neste mercado, na última década, e a marca alemã distribui os uniformes das algumas das principais seleções e clubes do mundo, além de distribuir boa parte dos vestuários dos árbitros, chuteiras e bolas. Ainda no futebol, a empresa patrocina a FIFA e a UEFA. Além disso é bastante conhecida pela variedade de produtos das linhas casual, retrô, esportivo e de outros esportes.

Link Mundial : http://www.adidas.com

Link Nacional: http://www.adidas.com.br

Blog: http://www.adiblog.com.br

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Aviso

No dia 13.06.2009 (Sábado) haverá Primeiro Encontro sobre Assuntos Cemiteriais na Soulshadow às 13:00 hs. Haverá presença do escritor Eduardo (dr.Cemitério) , Mauro Rizo (Historiador) e também a participação dos principais sepultadores (coveiros) da cidade de São Paulo . Vila Formosa (Popo) - Consolação (Pastor)-Paranapiacaba -Quarta Parada (cemitério do Brás) - São Pedro ). Exposições de fotos tumulares , debates , informações , etc.

Endereço da Soulshadow - Rua 24 de Maio nº 116 Loja 10 Rua Alta - Galeria do Rock - Centro - São Paulo

Nota: Nem vou mencionar algo a respeito do Dia dos Namorados pois além de ser uma data meramente comercial por aqui, deveria ser transformada em atitudes todo dia...Sem mais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Resumo sobre o que foi feito até agora


Bem, nesses quase 4 meses de idas e vindas do projeto, dá para ter uma noção exata como anda a situação dos cemitérios da Baixada Santista, em sua maioria, e o aspecto infelizmente foi o esperado: descaso, omissão e uma verdadeira balbúrdia no que se refere a manutenção tumular, por mais simplório que seja. E o detalhe é que ainda há muito o que fazer para enfim estar completo conforme o planejado.
Como esperado, gerou polêmica, causando até mesmo desconforto em alguns momentos entre eles rótulos desnecessários e repulsa por motivos idiotas e inaceitáveis. Por outro lado, é bom ter esse cenário pois difere de pessoas que raciocinam ou gente que só pensa em ser chupim dos outros para conseguir alguma merda para aparecer depois. A motivação maior deu-se o fato de duas razões - a ignorância por grande parte do poveco que vegeta a região e reconhecimento por aqueles que enxergam as pessoas pelo conteúdo, conhecimento. São fatos que engrenam o projeto a continuar e dar seguimento até o seu final.
Essa tal repulsa de alguns, ou maioria, apenas reflete a mentalidade mesquinha caracterizada por grande parte do poveco daqui...Se são assim por conta de um projeto, imagina o comportamento perante a uma pessoa que não seja como eles gostam ?! Nem tenho o que dizer. Sem mais delongas, apenas preocupo fazer a minha parte, de fazer algo que contribua de forma sincera e que seja duradouro ao invés de ficar filosofando por horas a fio sem dizer absolutamente nada de concreto. Os resultados, até agora, estão aí para quem quiser ver. E fazer uma obra estilo uma tese ainda está de pé, entre outras vertentes que podem muito bem ser encaixadas no projeto.
Não sei o que vai acontecer. Porém o propósito persiste e será assim até o fim !!!
Imagem: Entrada do Cemitério de Bertioga...É bonita, mas por dentro....Bom, sem comentários.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

10 º Etapa - Tour Cemiterial - Baixada Santista - Bertioga - 07.06.2009


Bertioga, como todos sabem, um dia foi Distrito de Santos e essa realidade mudou em maio de 1991, quando obteve sua emancipação política perante ao mencionado município...Desde então, passou por um processo de urbanização considerado fenomenal para os padrões da Baixada Santista. Para vocês terem noção, Bertioga, antes de virar município propriamente dito, era relegado a um pequeno núcleo urbano em torno do Canal de Bertioga, mato e Riviera de São Lourenço (concebido em 1983 por um empreendimento privado), além de uma extenção litorânea gigantesca (mais de 40 km de praia) e era tido como "Balneário dos Santistas no Litoral Sul" e atualmente possui uma população aproximada de 35.000 habitantes, vida própria e etc...Bem, não está em pauta a situação do município e sim do cemitério municipal de lá.

O cemitério, cuja data de implementação ainda é desconhecida, possui uma área pequena e fica perto do Centro de Bertioga e foi um fruto de uma doação de terreno por parte do Sr. Viveiros, que tinha uma chácara justamente no local citado...Ironicamente o túmulo desde senhor e sua família é a única perpétua...As demais são simples ou alugadas....E sem contar q recentemente houve uma revitalização nas áreas administrativa, das salas de velório, no jardim que se localiza na entrada e da Capela Mortuária...Mas pára por aí pois o conteúdo a partir de agora é o mais deprimente possível...Quem tiver problemas cardíacos ou de cunho psicológico, aconselho a parar a leitura a partir dessa linha !!!

Estruturalmente possui algum tipo de planejamento, mas pro começo de conversa as vias são um misto de asfalto do doce com cascalho e terra e muitas vezes tem barro e para quem pisar os calçados é uma aventura...A inscrição das carneiras em sua maioria não passa somente de números, como se uma grande parte da população de Bertioga que está enterrada lá fosse composta por mendigos/indigentes...E mais uma coisa intrigante: os fundos do cemitério funcionam como uma espécie de desova de entulho, literalmente falando e procede sim uma denúncia que recebi que há até restos de caixão no meio desse escombro todo !!! E sem contar uma coisa deplorável: uma boa parte das sepulturas encontra-se totalmente aberta ao descaso, seja por familiares que estão cagando e andando para a situação das campas, seja por parte dos órgãos administrativos, que até fazem o que podem, mas por conta da cultura de desova que é encarada os cemitérios daqui, não dá para dizer muito em algo que poderia ficar falando a mesma coisa diversas vezes, mas não é o intuito disso aqui ficar repetindo a mesma ladainha !!!

E sem contar que parece que é de lei o abandono das campas e das gavetas, salvo um ou outro exemplar...Para terem noção, no período em que tivemos no local, apenas 2 PESSOAS vieram pro cemitério visitar algum túmulo de ente que está enterrado lá...Se bem que lá tá mais para desovado, sinceramente...Bem, vamos para a ficha:

Ficha

Local: Cemitério Municipal de Bertioga

Município: Bertioga - SP

Inauguração: Desconhecida

Gestão: Municipal

Pontos Fortes: Fachada bonitinha, bem pintada; infra-estrutura razoável até, funcionários sossegados e só.

Pontos Fracos: O RESTO !!!

Nota: 4,0

Motivo: Pode parecer incoerente dar uma nota acima do Areia Branca...Porém é justa pois diferente do cemitério santista citado, ao menos Bertioga possui cuidado na parte externa e nas alas funcionais da necrópole, algo que na Areia Branca deixa muito a desejar...Vila Júlia do Guarujá não conta pois é o Hour-Concour em matéria de Descaso Cemiterial gritante do começo ao fim !!!

Link para as fotos (no Orkut): http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=11014757447727759099&aid=1244396182


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Artigo Científico sobre Cemitérios em São Paulo - Arte, Cultura e Lazer - 2007

Em 2007, foi publicado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) um artigo a respeito de uma análise sobre o uso dos cemitérios paulistanos para fins artísticos, culturais e de entretenimento como uma alternativa de espaço para as funções mencionadas. O Link é : http://www.lazer.eefd.ufrj.br/licere/pdf/licereV10N01_a6.pdf

Apenas peço para que leiam, se possível, analisem e refletem sobre o artigo e sobre esse blog, inclusive, para que compreendam de uma vez por todas que é possível sim mudar um pouco a mentalidade do poveco daqui (nem que seja um percentual pequeno) sobre o assunto e não há necessidade de órgão burrocrata, corrupta e provincial de fazer as coisas por onde.

No mais, acredito que no domingo agora (07.06) tenha novidades....Vamos aguardar !!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cemitério do Bonfim - Belo Horizonte - Minas Gerais

Ficaria horas descrevendo sobre o cemitério mais conhecido de BH, mas como o artigo que pesquisei retrata com detalhes ao ponto de colocar imagens reais, decidi por bem colocar a fonte e sequer escrever o que está escrito por lá pois estaria plageando a fonte...Apenas me resta colocar o link de pesquisa para comprovar que é verídico : http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=805916

O Insituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais está concluindo o estudo para o tombamento do cemitério como o todo...Para quem quiser comprovar a veracidade dos fatos, vai aí o link : http://www.iepha.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=566&Itemid=156

Nota: Desculpem pelo post econômico pois estou em época acadêmica decisiva...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Deslocado ?!

Bem...Há algum tempo que não escrevia nada além de conhecimentos técnicos e/ou outros assuntos que não sejam referentes a mim...Teve semanas anteriores que na minha visão foram atípicas pois algumas poucas pessoas me procuraram para conversar, de passar algo diferente, entre outras coisas...Pois é...De vez em quando alguém lembra que eu existo na Crosta Terrestre...Vale ressaltar que não sou uma pessoa solitária por opção e sim por falta de perspectivas (ou a nulidade de alternativas) nos âmbitos afetivo e amoroso.

Na realidade estava fazendo uma retrospectiva a respeito de momentos e pessoas que passaram na minha vida até agora...E percebo que infelizmente uma boa parte delas deixou a seguinte imagem: "Usou ? Joga fora !" como se eu fosse algum suquinho de caixinha da Tetra Pak e mais nada...Por outro lado, reconheço que é de feito do ser humano ficar se vangloriando a terceiros que é isso ou aquilo quando na verdade, no fundo, comporta-se da mesma maneira das demais pessoas que criticara outrora. Tem pessoas que volta e meia me perguntam : "Porque você se fecha tanto ?!"; "Porque você não tenta seguir tal coisa ?!" e "Porque não se enturma ?!". Eu sei muito bem que nem tudo, absolutamente tudo, é o que gostaríamos que fosse real...Por outro lado, não sou obrigado (aliás, ninguém é) a aturar certos tipos de ambientes/pessoas cujo começo-meio-fim é conhecido de trás para frente e honestamente não queria passar por isso novamente por conta de problemas pessoais que tive quando a isso ao longo da minha vida e que não convém contar aqui. Apenas digo que ninguém possui condição alguma de viver sempre sozinho...Porém, o que mata é o fuxico e a mania do ser humano de querer "cuidar da vida alheia", traçando rótulos, julgando, insultando, discriminando e o mais grave: caindo sempre em contradição...

Sei muito bem também que a minha vida poderia ter tido um rumo diferente...Porém, jamais irei saber como eu seria hoje se tivesse tomado um outro rumo ou se tivesse optado por algo pré-determinado para mim desde há muito tempo atrás...Todavia, as circunstâncias e os acontecimentos ao longo do período meio que me moldaram como eu sou hoje nesse sentido...Tudo bem que pode soar vago, mas não costumo me aprofundar muito sobre mim pois não gosto de exposição, simplesmente....

O que me resta fazer ? Seguir a minha vida, não desistir e com ferramentas que ainda possuo continuar sobrevivendo a uma sina que qualquer pessoa que pensa um pouco sofreria: hoje é uma pessoa e no dia seguinte é outra...

sábado, 30 de maio de 2009

Cemitério da Soledade - Belém - PA

"O presente artigo sobre a importancia do Cemitério da Soledade de Belém, de autoria do Prof. Mário Barata, foi publicado em 29 de dezembro de 1963, no jornal "A Província do Pará" na época em que cemitério estava ameaçado de ser desmanchado e extinto.

O Poder Público pretendia utilizar-se dos terrenos do velho campo santo, a fim de fazer ali crescer alguns edifícios. Ameaçava destruir o Cemitério da Soledade, pondo abaixo seus mausoléus, onde repousam distintos paraenses que ajudaram no engrandecimento da história do Pará. Homens de uma raça hercúlea, quase divina, que desbravaram a selvagem e praticamente impenetrável floresta amazônica, naquele ano de 1963 estavam ameaçados pelos que os sucederam. Os belos monumentos que lhes davam o justo repouso, reduzidos a nada em nome de um progresso cego e dissociado de expressão cultural.

O presente artigo foi um dos responsáveis pelo movimento de preservação do antigo Cemitério que, logo a seguir, menos de um mês depois, em 23 de janeiro de 1964, foi finalmente tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendeo preservado da cobiça inescrupulosa.
Embora o artigo tenha por base o problema de sua então possível extinção, não deixa de ter sua importância sob análise histórico-artística, o que me fez trazê-lo novamente à luz para os admiradores da arte sepucral de outrora. Acrescento a ele algumas imagens que fiz recentemente, em janeiro de 2006, 42 anos depois de seu tombamento."

Carlos Eduardo de Almeida Barata

Valor Urbanístico - Por Mário Barata - Crítico e historiador de arte, jornalista, professor e escritor. Secretário geral da AICA, professor da EMBRA e do curso do Museu Histórico Nacional, de 1952 a 1962. É autor de dezenas de monografias, ensaios e textos de apresentação. Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
"Uma cidade que cresce não se pode dar ao luxo criminoso de despersonalizar-se, destruindo os valores que a caracterizam. Entre os resultados do bom trabalho de administrar do passado, dando nota inconfundível à paisagem urbana de Belém do Pará, está o cemitério da Soledade, em quadra arborizada com palmeiras e árvores da terra e ainda as "mangueiras de cemitério", a que se refere liricamente Eneida no seu Banho de Cheiro, com a face principal dando para a larga e ensolarada avenida Serzedêlo Corrêa. Talvez nenhuma outra cidade do Brasil possua uma área urbana de antigo cemitério desafetado, com tal qualidade e tão específico como elemento artístico paisagístico. Quando bárbaros iconoclastas pensam hoje na própria Belém do Pará, em destruir o tradicional cemitério a fim de substituí-Io por edificações residenciais, cumpre levantar viva voz para protegê-lo e salvá-lo dêsses ímpetos comercialistas, desprovidos de compreensão e de amor pela cidade e do respeito aos mortos.
Belo pela sua implantação de verde, pelos gradis externos de ferro, pelo traçado neo-clássico das muradas de sua área central com estátuas de cerâmica e alguns túmulos-capela do mesmo estilo, com os nomes e os despojos das famílias tradicionais do Grão-Pará: fazendeiros de Marajó, comerciantes, militares, políticos, estudiosos. E os remanescentes dos túmulos rasos de azulejos, que a avidez dos colecionadores atuais dessas cerâmicas está cada vez mais arrancando ao abandono do local. E necrópole importante também pelo lado sociólogo, sobretudo no momento em que Gilberto Freyre conclui a sua Introdução à História da Sociedade Patriarcal no Brasil com o anunciado Jazigos e Cevas Rosas (sepultamento e comemoração dos mortos no Brasil - patriarcal e semi-patriarcal).
Percy Lau, ao fazer, neste 1963, o mapa Pitoresco e Resumido da Cidade de Belém do Grão Pará - possivelmente sob indicações de Tocantins e inserto no bom lucro sobre a capital paraense dêste autor, coloca entre as poucas coisas ali anotadas como sugestão aos turistas, o Soledade e, em sua frente, o cemitério dos Ingleses. Realmente, aos visitantes interessam aos valores paisagísticos e históricos daquela quadra verde que quebra, respeitosa e espiritualmente, mas também de modo estético, a repetição de casas dos quarteirões fronteiros ou vizinhos, já imaginados profeticamente pela insaciabilidade vampiresca dos especuladores, como áreas de futuros arranhacéus de apartamentos. Só a consciência pública - espiritual e artística -, poderá deter mais uma vez espontâneamente, os resultados das ofertas e lentações do "vil mental", no caso da preservação do cemitério da Soledade, cuja proposta de tombamento estou renovando neste mês, à Diretoria do Património Histórico e Artístico Nacional, acompanhando e ampliando, ante fatos novos, a antiga formulação de 1948, feita por Ernesto Cruz.
No décimo quinto capítulo do Santa Maria de Belém do Grão Pará, Leandro Tocantins ressalta, por duas vêzes, os magníficos gradis do "Soledade", vindos, ao que parece, da Inglaterra, em meados do século passado, gradis cuja largueza de ritmo e valor plástico são levemente indicados pelo desenho de Lau. Realmente com as suas bases de pedra oitocentista e as pilastras laterais, afirmam valor de beleza.
Estudioso da categoria de Arthur Vianna, considerado recentemente por Artur C. F. Reis como um dos quatro maiores historiadores do Pará, desde fins do século passado, dedicou atenção ao "Soledade", em sua monografia A Santa Casa de Misericórdia Paraense / Notícia Histórica / 1650-1902, editado em Belém nesse último ano. Por ali se sabe que o local do cemitério e o seu início foram estabelecidos pelo notável presidente conselheiro Jerônimo Francisco Coelho, em 1850, durante grande epidemia de febre amarela, no meio de restrições surgidas das classes mais ricas da cidade, habituais às inumações nas igrejas.
Só em 1874 nascera a necrópole de Santa Isabel, cujas obras de muramento externo e gradis foram orçados então, a pedido da Santa Casa, pelo engenheiro Antônio Manuel Gonçalves Tocantins - também estudioso da geografia paraense e autor, entre outros trabalhos, de uma viagem ao Trombetas.
Portaria de 5 de agôsto de 1880, do presidente da Província, dr. José Coelho da Gama e Abreu, Barão de Marajó - geógrafo e historiador - suspendia os enterramentos no Nossa Senhora da Soledade, visto que a análise de terreno, misto de argila e areia, revelava-o, sob diversos aspectos, impróprio ao fim nobre a que o destinavam até então.
O estudioso que reuniu, todavia, maior documentação sôbre a necrópole foi já citado Ernesto Cruz, que se baseou em códices manuscritos da Biblioteca e Arquivo Público do Pará e em livros de assentamentos do Cemitério. Intitulou-se o seu trabalho, terminando ao que parece em abril de 1946 e ao que tudo indica ainda inédito, de O Cemitério de Nossa Senhora da Soledade, enviando-o datilografado e acompanhado de fotografias, à Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em cujo arquivo se encontra.. Documenta, o mesmo, póstigo em cantaria que foi projetada pelo artista Pezerat, de formação neo-clássica, que trabalhou no Rio de Janeiro - na antiga Escola Central (hoje de Engenharia) e na Quinta da Boa Vista- sendo essa prova de sua atividade no extremo norte do país importante e curiosa para a História da Arte do nosso período imperial. E também apresenta a sóbria e elegante capela néo-clássica, com sineira separada, posterior, em largo arco, no qual elementos de sobrevivência formal barrôco-pombalina se ajustam a uma base bem clássica.
Isolado pelas quatro faces, o "Soledade", incluindo pequenos campos santos de Ordens Terceiras, é área urbanísticamente significativa, na capital paraense.
Divulgarei a seguir informações a respeito do tradicional cemitério fundamentando-me essencialmente no referido trabalho de meu amigo Ernesto Cruz.
Em dezembro de 1850, já estando a Provincia sob nova administração, do Presidente Fausto Augusto de Aguiar, o cemitério passou à propriedade da Santa Casa, com a obrigação desta pagar à Câmara de Belém o fôro anual de cem réis por braça de frente que tivesse o ter reno.
Da construção da Soledade foi inicialmente encarregado o capitão Joaquim Vitorino de Sousa Cabral, cujos restos mortais nêle repousam.
O pórtico e o gradeamento do Soledade foram feitos por projeto do engenheiro-arquiteto Pezerat, tendo sido a parte de cantaria executada em Portugal em pedra de lióz.
A 28 de janeiro de 1853, fôra firmado contrato entre a Mesa Administrativa da Santa Casa, e o construtor Joaquim Maria Osório, da cidade de Lisboa. representado no ato pelo cidadão Francisco Antônio Fernandes, .para o fornecimento dêsse material. Vieram 400 pedras e o portão de ferro, tendo sido aquela "lavada" com ferramentas reais fina nos enfeites e nas guarnições. O gradeamento de ferro encomendado na Inglaterra, por intermédio da firma Singlehurst, Muller & Cia, de Belém, veio pelas barcas "PRINCESS ROYAL" e "EMILY" chegados a 8 de julho e 19 de setembro de 1853.

Em 1854 eram inaugurados os melhoramentos.
Ainda segundo Ernesto Cruz, entre os monumentos funerários mais importantes ou dígnos de interêsse, no "Soledade" podem citar-se:
I - o jazigo do major Gaspar Leitão da Cunha, pai do presidente da Provícia do Pará, Ambrósio Leitão da Cunha;
II - o de Vicente Antônio de Miranda, comendador da Ordem de Cristo e Oficial da Imperial Ordem da. Rosa, que deixou um vultoso legado à Santa Casa de Misericórdia do Pará, com o qual foi possível a construção do pórtico e do gradeamento da Soledade;
III - o monumento onde estão as cinzas do general Hilário Maximiliano Antunes Gurjão, herói da ponte de Itororó. Foi construido nas oficinas de Lombardi em Bréscia. O trabalho de escultura foi feito pelo professor Allegretri do Insttuto de Belas Artes de Roma.
IV - O túmulo do capitão de mar e guerra José Joaquim da Silva;
V - o do cônego Siqueira Mendes;
VI - o de Manoel Coelho de Souza e outros jazigos como os das famílias Chermont, Barata, Antônio Teodorico da Silva Pena, Visconde de Arari, Joaquim Marcelino Rosa, Joaquim Roberto da Silva e a sepultura de azulejos portuguêses de Raimunda Chermont Picanço, que é tida como milagrosa.
Com o início da República deu-se a secularização dos cemitérios - aliás sem indenização à Santa Casa Paraense dos capitais ali empregados, ao lado dos da Província. Um termo de entrega em 1891 das citadas necrópoles belenenses, autorizadas aos 17 de outubro de 1890, vem reproduzido na íntegra no livro de Arthur Vianna. Ali se relacionam as alfaias e imagens de capela da Soledade. Achar-se-ão ainda no local?
O representante da Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional propusera, como vimos no início de 1948, as inscrições em Livro do Tombo, do tradicional cemitério.
Passados mais de 15 anos, circunstâncias novas deram maior realce às importância dessa necrópole - sobretudo no plano urbanístico-paisagístico, -relativamente à cidade de Belém, que ora se transforma com rapidez nêsse particular e no de sua arquitetura em geral.
O fato do cemitério haver funcionado somente durante cêrca de 30 anos lhe confere especial unidade de concepção e de realização de valores arquitetônicos e escultóricos que ampliam o seu sentido espiritual e histórico.
Situado dois quarteirões por detrás do largo da Pólvora (hoje Praça da República) êle se acha em zona residencial ainda, baixa, mas perto do centro. Fornece à cidade um elemento de meados do século passado dígno de perservação para as gerações futuras, por êsse caráter urbanístico-paisagistico, além dos motivos anteriormente considerados.
Cumpre ao povo de Belém - do Pará, do país inteiro - lutar pela preservação do antigo cemitério. Entre tantos erros urbanísticos dos últimos anos - na sêde cega de dinheiro, que caracteriza os homens de hoje - não se cometa mais êste. Que a Serzedêlo Corrêa e suas travessas, ao alcance do largo da Pólvora, tenham o seu velho cemitério, a mostrar um pouco da antiga Belém, da grande Belém de outras épocas, com o respeito devido aos ancestrais e ao passado."

Fonte: História das Cidades - http://www.hcgallery.com.br/cemiterio_1.htm

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Liberdade de Expressão - Segundo Constituição de 05.10.1988

"Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

V - o pluralismo político

Art. 5º - Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença

Art. 220º - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística."

Neste país, o assunto é belo na constituição mas na prática estamos praticamente regredindo aos tempos "áureos" de uma Ditadura...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Banda do mês - Bauhaus

Bauhaus é uma banda fundada em 1978 em Northampton, Inglaterra. Compostos pelo guitarrista Daniel Ash, o baixista David J, baterista Kevin Haskins que actuaram como trio até formarem quarteto com o vocalista Peter Murphy. Apoiados no descontentamento social pós-punk, reuniram características deste movimento musical criando uma sonoridade nova, mais de acordo com o período nuclear (guerra fria e cortina de ferro) e de crise económica que apelava à ausência de cores tal era a desconfiança no futuro! A despreocupação estética do punk deu lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos e depressivos como fuga à ausencia de reais conquistas sociais. A idéia a principio, era satirizar elementos do Expressionismo, dando uma vertente de teatro aos filmes como Drácula. Inspirados no horror desses filmes criaram a música Bela Lugosi's Dead que acabou fazendo com que fossem considerados um dos fundadores do rock-gótico, criaram um estilo minimalista, experimental apoiado em guitarra reverberada e acordes frios e distantes de teclado. A voz de Peter Murphy é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. Em 2008 os Bauhaus lançaram um novo album de estúdio, "Go Away White", que garantiram ser marco final da banda.

Ficha

Banda: Bauhaus

Origem: Northampton, Inglaterra

Em Atividade: 1978 - 1983; 1995; 2005 - atualmente

Gêneros: Post Punk e Gothic Rock

Membros: Peter Murphy (vocais, e às vezes tecladista); Daniel Ash (guitarras, saxofone e teclados); David J (baixos e teclados) e Kevin Haskins (bateria)

Discografia Oficial:

In the Flat Field (4AD Records) - 1980
Mask (4AD Records) - 1981
The Sky's Gone Out (Beggars Banquet) - 1982
Burning from the Inside (Beggars Banquet) - 1983
Go Away White - 2008

Site Oficial: http://www.bauhausmusik.com

domingo, 24 de maio de 2009

Tour Cemiterial - Paquetá - Santos - Terceira e Última Parte - 24.05.2009

Nessa 9º etapa do projeto não possui grandes novidades, exceto o fato de que foram tiradas algumas imagens pendentes para fechar o ciclo no citado cemitério...A única novidade de relevo é que ao longo do período, podem ser mostrados desenhos e poesias referentes aos cemitérios visitados até o momento e acreditemos que possa ir longe, desde que haja aceitação razoável por parte das "testemunhas" que acompanham nisso aqui...Quanto ao Paquetá, todo aquele repertório de assuntos já foram descritos nos assuntos anteriores e seria penoso ficar repetindo a mesma coisa que todo mundo sabe a respeito. Quem tiver interesse, o álbum referente a terceira vista está no Orkut e o link é : http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=11014757447727759099&aid=1243179056

Espero que gostem e a partir da 10º etapa, a não ser que haja alguma alteração, o foco passará a ser em locais que não sejam situados na Ilhota de São Vicente, que abrigam os perímetros urbanos de São Vicente e Santos, respectivamente.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Significados (4) - Etimologias e Significados de Palavras Correlatas à Palavra Cemitério


1 - Ataúde: do árabe attabut, arca, de origem egípcia;
2 - Cadáver: do latim cadavere, talvez de caro data vermibus, carne dada aos vermes;
3 - Caixão: aumentativo de caixa, do grego kapsa, do latim capsa;
4 - Campa: laje sepulcral, origem incerta, talvez do latim campana;
5 - Carneiro/Carneira/Gaveta/Gavetão: no sentido de ossuário, do latim carnariu, relativo a carne:
6 - Catacumba: do grego katá, para baixo + kymbe, escavação, pelo latim catacumba;
7 - Cemitério: do grego koimetérion, dormitório (em comparação do sono com a morte) , pelo latim coemeteriu;
8 - Cova: do latim covus=cavus, cavidade;
9 - Cruzeiro: de cruz+eiro, do latim crux, crucis, instrumento de suplício;
10 - Defunto: do latim defunctu, particípio de de+fungor, que cumpriu inteiramente, falecido;
11 - Enterro (de enterrar): colocar embaixo da terra;
12 - Epitáfio: do grego epitáphion, pelo latim epitaphiu, inscrição tumular;
13 - Esquife: do antigo alto alemão skif, navio, barco e, pela semelhança, caixão de defunto. Ou do grego skáphos;
14 - Exumar: do latim ex, fora + humus, terra;
15 - Féretro: do latim feretrum, de fero (transportar), maca para transportar os mortos;
16 - Funeral: do latim funerallis, funebris, de funus, funeral, enterro;
17 - Inumar: do latim in, dentro + humus, terra;
18 - Jazigo: de jazer, do latim jacere, estar estendido, deitado;
19 - Lápide: do latim lápis, lapidis, pedra, pedra funerária;
20 - Lousa (funerária): do latim lausa, pedra chata, via ibérica ou céltica;
21 - Mausoléu: do grego mausóleion, pelo latim mausoleu, túmulo grandioso de Mausolo, governante da Caria (atualmente situada na Turquia), antiga província do Império Persa;
22 - Mortalha: do latim mortalia, o que diz respeito aos mortais, mortal;
23 - Morte: do latim mors, mortis, morte, falecimento;
24 - Necrópole: do grego nékros, cadáver + polis, cidade;
25 - Óbito: do latim obitus, encontro, fim, aniquilação, destruição;
26 - Ossuário (alguns falam Ossário): do latim ossu, osso + sufixo ário, local de ossos;
27 - Réquiem: do latim re+quies, re+quietis, repouso, descanso, cessação;
28 - Sarcófago: do grego sarkó, carne + phagos, que come, pelo latim sarco + phagu;
29 - Sepulcro: do latim sepulcrum, sepultura, sepulcro;
30 - Tumba: do grego tymbos, pelo latim tumba, tumba;
31 - Túmulo: do latim tumulus, elevação de terreno, montículo de terra;
32 - Urna (funerária): do latim urna, vaso, recipiente;
33 - Velório: do latim velo, velar, cobrir a cabeça, cingir-se + ório, sufixo, lugar onde se vela.

Fonte: Venancio Mol - http://venanciomol.moltech.com.br/area.php?area=58

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Significados (3) - A Arte Carrara

A expressão "Arte Carrara" é usada para designar que um túmulo, mausoléu, panteão, jazigo ou uma sepultura simplória foi feita com material de Mármore Carrara, conhecida por ter uma resistência maior do que a grande maioria dos tipos de mármore encontrados no mercado comercial.

O mármore de Carrara é famoso desde a Roma Antiga, quando foi utilizado para construir o Panteão (conhecido também como Panteão de Agripa). Muitas esculturas do Renascimento, como por exemplo David de Michelangelo também foram esculpidas em mármore de Carrara.

A produção de mármore da cidade de Carrara (Região de Toscana, Itália) é exportada para todo o mundo. Ali também é esculpido e trabalhado o mármore de outras partes do mundo de forma comercial.

Fonte:

Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Carrara

Significados (2) - Mausoléu

Mausoléu é um túmulo grandioso, construído para guardar os restos mortais de grandes líderes e pessoas importantes. Pode ser considerado também uma construção que abriga vários túmulos ou tumbas e/ou um conjunto de edifícios separados, ou parte de um complexo maior - como um tempo. O termo "Mausoléu" deriva do "Mausolo", nome de um sátrapa (algo como governante provincial) de Cária do Império Persa do Século IV a.C.. O seu túmulo, conhecido como Mausoléu de Halicarnasso (antiga cidade de Anatólia, atual cidade turca de Bodrum), era uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. No século XIX, começaram a ser construídas nos cemitérios pequenas capelas com aparência de altar e com genuflexórios, para que as pessoas pudesem rezar para os seus mortos, dando origem dessa forma aos Mausoléus.

Fontes :
Cemitério da Consolação - Immortal Art - http://eternity-art.blogspot.com/
Mausoléu - Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Mausoléu

Significados - Arte Tumular

Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, é um tipo de arte encontrado nos cemitérios, que é encontrado em trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos ou anônimos. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa História.
As obras contidas nos mais antigos cemitérios em atividade, que abrigam uma infinidade de esculturas e obras arquitetônicas, que sem sombras de dúvidas, representam um museu a céu aberto, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural.
Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, s0frimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério , a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contemplada.
Fonte: Cemitério da Consolação Immortal Art - http://eternity-art.blogspot.com/

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cemitério Morada da Grande Planície - Praia Grande - Reportagem - por Novo Milênio


Um cemitério que demorou a funcionar - População comparou-o com uma novela satírica apresentada na televisão.

Obra do falecido escritor novelista Dias Gomes, tendo como principal ator Paulo Gracindo (também já falecido), a novela O Bem Amado estreou na Rede Globo de Televisão em 24 de janeiro de 1973, prosseguindo em capítulos diários até 9 de outubro daquele ano. Uma das histórias de seu enredo era sobre a dificuldade do prefeito da fictícia cidade de Sucupira, Odorico Paraguaçu, em conseguir um defunto para inaugurar o cemitério da localidade, principal obra de sua administração.
Já em Praia Grande, apesar de o problema não ser a falta de defuntos, existiam outras semelhanças entre arte e realidade, e o sucesso da novela fez com que a população a comparasse com a situação encontrada neste município. A história foi assim relatada pela professora e pesquisadora Graziella Diaz Sterque, em seu boletim Informativo Cultural, edição 29 (maio de 1980), da Associação Centro de Estudos Amazônicos de Praia Grande (Aceam):
GRAZIELLA DIAZ STERQUE... INFORMAA novela do cemitério
Ao contrário de Sucupira, que teve que importar defunto para inaugurar seu Cemitério, Praia Grande tem defunto todo dia, e tem gente até que só está esperando o Cemitério ser inaugurado.
Falta arborização, faltam urnas, faltam epitáfios e talvez até um ar triste de Campo Santo. Nas outras cidades, o cemitério começa com o primeiro defunto, as pequenas sepulturas com tosca cruz de madeira, depois vem a arborização e finalmente o muro, porque existe em tudo isso uma realidade. Quem vai assaltar cemitério de pobre?
Portanto, o muro, que é o mais caro, vai sendo construído paulatinamente com a verba que vai entrando da venda das sepulturas e o cemitério se mantém com sua própria renda. Mas se começarem com altas mordomias, também vamos ter que fazer tomada de preços para enterrar nossos defuntos.
Atento aos grandes problemas que afligem os moradores do pequeno Império de Praia Grande, o poeta José Florindo satiriza o caso:
I
O assunto hoje é forte,
É um caso muito sério,
Não vamos falar de morte
Mas, tratar de cemitérios.

II
No antigo Sítio Mio,
Área e boa miragem,
Há muitos anos serviu,
Para enterrar selvagens.

III
Terreno frente ao mar,
Lugar privilegiado,
Objeto de controvérsias,
E, por muitos, cobiçado.

IV
Políticos e grileiros,
Numa luta prolongada,
Queriam ganhar a área,
Muito bem localizada.

V
Com a emancipação,
Adotou-se nova tática,
Cemitério em construção,
No bairro de Vila Antártica.

VI
Entretanto essa obra,
Há muito em andamento,
Somente agora, está,
Em fase de acabamento.

VII
Acabamento demorado,
Um trabalho negligente,
Defuntos são sepultados,
Na cidade de São Vicente.

VIII
Necrópole quase pronta,
A fase é de conclusão,
Falta epitáfios e urnas,
Para inauguração.

IX
O caso é muito sério,
É importante o assunto,
Prá inaugurar cemitério,
Todo dia tem defunto.

X
Defunto é a matéria-prima
Não precisa ser importado,
Aqui não é Sucupira,
A terra do "Bem Amado".
Nota: O Cemitério só foi inaugurado no ano seguinte, em 1981.

domingo, 17 de maio de 2009

Tour Cemiterial - Baixada Santista - Cemitério Morada da Grande Planície - Praia Grande - SP - 17.05.2009


Depois de um intervalo um pouco maior do que de hábito, voltamos a visitar e enxergar situações nas necrópoles que visitamos, sendo que na data mencionada, fomos até Praia Grande para o único cemitério daquele município.
Para adentrarmos no local, foi preciso pegar ônibus daquele terminal chamado Tude Bastos, q ao invés de facilitar a vida, dificulta ainda mais por conta por razões que apresentarei no final desta resenha...Voltando ao que interessa e sem mais delongas, o ponto fica em frente ao cemitério, que à primeira vista parece mais um descampado pois possui mato, estacionamento digno de aeroclube de uma cidade qualquer do interior e uma entrada tida como arrojada arquitetonicamente, e por alguns momentos pensamos que este lugar iria surpreender, mas quando entramos, ficamos um pouco decepcionados por alguns fatores:
- Há um canteiro de obras no meio do cemitério !!! Quem tiver oportunidade de visitar o lugar algum dia, perceberá que o clima tá mais para empreendimento de construção do que qualquer coisa;
- Pobreza no que se refere à arquitetura tumular pois é só lápide, lápide, lápide....É compreensível que o estilo do cemitério é semelhante ao modelo estadunidense...Porém, pelo que eu saiba, nos EUA desconheço que utilizem carneiras para enterrar os mortos;
- A parte do ossário (ou ossuário) geral mais parece um galpão abandonado;
- O Cemitério sempre se encontra em permanente estado de ampliação e inclusive há pontos de puro matagal, literalmente;
- A data da inauguração do local é um tanto quanto confusa pois uns falam que foi em 1980, outros falam que foi em 1987 e assim vai !!! Quem souber a real data da implementação do local, me avise !!!!;
- O que adianta ter sala de velório, entrada administrativa pomposa se não tem água no único bebedouro no local ?!
Excetuando esses pontos críticos, é um local agradável e a temperatura média costuma ser mais amena em relação aos demais necrópoles pesquisados até aqui por conta do local em si ser aberto, exceto as alas de carneiras...
Ficha
Nome : Cemitério da Morada da Grande Planície
Local: Vila Antártica - Praia Grande - SP
Inauguração: Há controvérsias pois uma reportagem do A Tribuna, de 1980, pesquisado no site Novo Milênio, descreve que havia um impasse de quando o local iria ser inaugurado e a oficialização deu-se-à somente em 1987. Porém, há túmulos datados antes disso.
Gestão: Municipal
Estilo: Estadunidense
Nota: 5,5
Pontos Fortes: Vias Amplas, Infra-Estrutura externa invejável para os padrões da Baixada, divisão decente das alas dos lóculos destinados a túmulos, funcionários humildes e tranquilos, área climaticamente ótimo e estacionamento, algo raríssimo por aqui;
Pontos Fracos: Falta de uma estrutura interna (como bebedouro decente, lanchonete, por exemplo), pontos que parecem canteiros de obras, alas de gavetões em demasia, em detrimento ao pouco espaço dos lóculos propriamente ditos, pobreza quase que total na parte tumular, alguns pontos que parecem que foram feitos no improviso, principalmente nos fundos, ossuário geral que mais parece galpão semi-abandonado, alguns pontos das vias que precisam de reparos e matagal.
Agora, deixando a questão de lado, vou descrever resumidamente uma coisa: transporte público da Baixada Santista é um lixo !!! Não somente no que se refere à qualidade, mas sim de burocracia para poder ter liberdade de ir e vir sem precisar de frescurada só por causa de circular x ou y...A empresa que administra este ramo, além de estar pouco se lixando para o usuário, coloca empecilhos desse naipe, dificultando a vida de até mesmo de pessoas que precisam do pouco soldo que recebem desse cartel para poderem sobreviver por um mês, ou nem isso...
Voltando ao cemitério, a intenção foi boa, mas poderia ter sido melhor aproveitado.

sábado, 16 de maio de 2009

Aviso

Metade do projeto direcionado à Baixada Santista já foi...Falta mais outra metade...Amanhã será a vez de Praia Grande, muito embora tenhamos que driblar alguns inconvenientes no meio do caminho, como a "Virada Cultural" (que pra mim é Monotonia Cultural pois não diz nada) e a famigerada 10 km da Tribuna (não vejo graça a razão pela qual possui tanta importância assim ao ponto de ser tido como "Evento do Ano")...Mas há quem goste...Não julgo quanto a isso...

Amanhã creio que terá novidades aqui...Vamos ver...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cemitério de Santo Amaro - Recife

O Cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção, mais conhecido como Cemitério de Santo Amaro, é o maior cemitério do Recife.

Projetado pelo engenheiro José Mamede Alves Ferreira, iniciado no governo de Francisco do Rego Barros, foi inaugurado em 1 de março de 1851, tendo se destinado, inicialmente, ao sepultamento de pessoas vitimadas pelo surto de febre amarela, que não podiam ser sepultadas em igrejas, como era o costume da época. Sua arquitetura é radial, com túmulos distribuídos ao longo de ruas que partem de um ponto central. É a maior exposição de arte ao ar livre de Pernambuco, com centenas de mausoléus de grande porte.

Capela

No ponto de confluência de suas ruas, está erguida uma capela, também projetada por Mamede Ferreira, mandada construir pela Câmara Municipal do Recife em 1853.
Trata-se de um monumento de puro estilo gótico de cruz grega, fechada por uma só abóbada, de uma belíssima e arrojada construção, e de grandeza proporcional ao fim a que é destinada, sem campanário e sem dependências.

Foi restaurada e melhorada em 1899 e 1930.
Sepulturas

Vários mausoléus se destacam no cemitério:
  • Agamenon Magalhães
    Barão de Mecejana
    Conde da Boa Vista
    Gregório Júnior
    Joaquim Nabuco
    José Mariano
    Maciel Monteiro
    Maciel Pinheiro
    Manuel Borba
    Mário Sette
    Martins Júnior
    Muniz Tavares
    Nunes Machado

    Além dos mausoléus que se destacam, e de centenas de outros, há no cemitério sepulturas simples. Encontram-se sepultados, entre outros, os corpos de:
  • Alcides Teixeira, deputado estadual
    Carlos de Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco
    Demócrito de Sousa Filho, estudante pernambucano morto em praça pública por forças do governo em 1945
    Estácio Coimbra, governador de Pernambuco
    Padre Félix Barreto, sacerdote, educador e escritor
    Joaquim Inácio de Almeida Amazonas, primeiro reitor da Universidade Federal de Pernambuco
    Manuel Antônio Moraes Rego, prefeito do Recife
    Maria Júlia do Nascimento, Dona Santa, rainha do Maracatu Nação Elefante
    Miguel Arraes, governador de Pernambuco
    Conselheiro Rosa e Silva, vice-presidente da República no governo Campos Sales
    Vicente do Rego Monteiro, pintor e poeta.
Túmulos visitados

No cemitério, dois túmulos são visitados por pessoas à procura de bênçãos. Um é o de "Alfredinho", o menino que morreu em 1959, aos 11 anos, e passou a ser cultuado como santo pela população. O outro é o da "Menina Sem Nome" , que foi encontrada morta em 1970 no bairro do Pina e nunca foi idenficada. Os devotos oferecem promessas a eles e acreditam que podem alcançar milagres.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cemitério São João Batista - Rio de Janeiro - Por site Sempre Algo a Dizer

Enquanto não há novidades de relevo em relação ao projeto, sempre é bom mencionar que não somos únicos a fazer esse tipo de atividade no país...Um site também relata esse tema, direcionado aos cemitérios do Rio. Cito uma matéria interessante referente ao Cemitério São João Batista, localizado naquele município. A fonte é : http://www.sandrofortunato.com.br/salgo/2009/04/02/passeios-por-cemiterios-ii-sao-joao-batista/

Sinto pela falta de algo realmente do projeto por conta das nossas atividades e inclusive, somente no próximo domingo terá novidades expressivas...

sábado, 9 de maio de 2009

Terror em todos os sentidos

Independente do que aconteceu, vale registrar um fato que aconteceu no Paraná, no município de Telêmaco Borba. O Cemitério Municipal de Água Verde, do próprio município, foi fechado há décadas...Porém, as cenas descritas são apavorantes pois mostram o descaso total com os cemitérios no Brasil todo. Quem tiver interesse (e estômago) para ler a reportagem, passarei o link: http://www.oplanob.com.br/item/terror-no-cemitrio

Nota: a Reportagem é de 2008.

Observação: Post rápido e rasteiro pois no dia seguinte tenho compromissos pessoais e somente na segunda terei mais calma para postar algo mais encorpado...Até a próxima !!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cemitério da Vila Júlia ou Cemitério Municipal de Guarujá - Biografia


Mais uma vez vou ter que fazer na raça uma biografia de alguma necrópole devido a falta de material da mesma. Não estranhem se as informações estiverem vagas demais simplesmente pela falta de algo que possa acrescentar nisso aqui.
Guarujá, na sua História, foi por algum tempo distrito de Santos, e seu núcleo urbano se baseou em dois pontos: o Itapema (que chamamos hoje de Vicente de Carvalho, Distrito de Guarujá) e nas Pitangueiras. No segundo reduto no começo da ocupação, por volta do final do século XIX, houve um esboço de planejamento urbano contando com vias largas, incluindo as atuais avenidas Leomil e Pugliesi. Bem, não está em questão a urbanização do município e sim como o Cemitério surgiu.
Por volta da década de 1930, ao mesmo tempo em que Guarujá obteve a emancipação política de Santos, a região do atual bairro de Enseada era composta somente de praia e mato. E nesse mesmo período, numa gleba com alcunha de "Vila Júlia" foi criada a primeira necrópole da cidade. Não sei precisar a data, pra falar a verdade, mas pelas datas de alguns túmulos encontrados, supõe-se que os primeiros enterros no local foram feitos a partir de 1935 (me corrijam, caso estiver equivocado). E sobre o local em si, era num ponto tido como um dos mais agradáveis pois se localiza numa encosta de morro cuja vegetação mantinha-se preservada. E o próprio cemitério por décadas, era tida como uma das mais bem organizadas da Região.
Todavia, a partir da década de 1970, com a explosão do boom imobiliário mesclada com politicagem arcaica municipal, o cemitério começou a sofrer com a ação do tempo e tudo o que é do mais repugnante no sentido de descaso. Haja vista que as vias de acesso na área interna estão completamente deterioradas e com aspecto macabro, literalmente, chegando até a duvidar se a questão da manutenção e administração da Vila Júlia são sérias realmente. Outros pontos a considerar: embora tenha havido melhorias na área externa, incluindo a sala de velório, em vários momentos do dia, os mesmos locais ficam fechados com aspecto de comércio falido e a praça que fica justamente em frente ao cemitério é um ponto de concentração de moradores de rua, consumo de entopercentes e de reuniões de marginais. Tanto é que nas proximidades, há uma viatura policial 24 horas por dia para coibir esse tipo de coisa. Outro fator e não menos importante: nos últimos anos, na Vila Júlia, houve o crescimento desproporcional de uma favela que se localiza numa das áreas do cemitério e geralmente alguns moradores costumam pular o muro para obter placas de cobre para revendê-los posteriormente num ferro-velho mais próximo...Não é novidade pois este tipo de cena é comum nos cemitérios da região, mas em Guarujá a proporção chega a níveis alarmantes...Quem tiver oportunidade de ver isso de perto, entenderão o que estou querendo dizer neste post.
Voltando ao começo, o município ainda possui três cemitérios, além da Vila Júlia, em funcionamento: O Vertical, recém inaugurado, que inclusive fica perto da necrópole mencionada; o do Morrinhos e o da Consolação, que se localiza em Vicente de Carvalho. Dizem que a situação dos dois últimos é de chorar de vergonha...Se possível, comprovaremos a veracidade dos fatos de perto.
Recados:
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- Pelo que eu saiba e consultando com as pessoas no meio jurídico ao longo dos dias, não há restrição/proibição alguma do direito de fotos em necrópoles, exceto de cunho privado, que aí sim somente mediante autorização da mesma. Portanto, este projeto não é ilegal em porra nenhuma !!! E quem fica alardeando esse tipo de coisa, deveria olhar pro próprio umbigo e cuidar da sua vidinha de bosta, ao invés de inventar asneiras de cunho pessoal em relação a outras pessoas. E outra: quem disse que precisa esperar de "autorização" ?! Primeiro, não estamos fazendo nada de errado e que seja um "atraso" de vida e em segundo, é bem típico de poveco acomodado ficar deitado, reclamando da vida e que tenha sempre alguém que faça tudo por eles !! Não tenho culpa alguma se estou criando algo que possa ser benéfico mais pra frente ao invés de ficar com conchavos que não dizem em absolutamente nada !!! E última coisa, só para encerrar: Não gosta de mim como pessoa ?! Não tenho dom de agradar a todos, mas não encha a porra do saco e nem faça intriguinhas e confusões desnecessárias, tudo bem ? Bom, é a última vez que falo sobre este assunto por aqui.
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- Outro tópico, agora mais sossegado: Anônimo, já peguei o seu MSN, e quando puder entra lá e nós conversaremos sobre tudo aquilo que falamos via comentários nesse período todo..=)
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- Próxima etapa das visitas, só no dia 17 !!! Como havia dito antes...Apenas para reforçar !! =)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Perguntas Fúteis de Revistas de Aborrecente de 8º Categoria

Vou ressucitar um tópico que fiz no meu finado flog, em 2005, mas vale para dias atuais...Eu iria postar a respeito de atitudes negativas de certas pessoas, mas não vale a pena...Vamos em frente !!!

No começo dessa história, isso lá pelos idos dos anos 70 era compreensível ter gente com dúvidas em matéria de sexo por causa da repressão militar, pesudomoralismo familiar e etc. Porém, com a gradativa liberalização de costumes (a nível de Brasil) que ocorreu nos anos 1980, o sexo passou a ser debatido com mais frequência, embora até agora haja muita balela principalmente porque estamos num país machista e no fundo muito conservador em diversos temas pois alguns tópicos certamente são mto profundos como por exemplo : o cara pode trepar com n putas, pular cerca e o caralho e msm assim passam a mão na cabeça dele e a mulher é tratada como se fosse uma propriedade a venda num leilão qualquer e inclusive há pais que acham bonito uma moça ficar rebolando num buteco de esquina regado a churrasco de gato e pinga, porém ficam morrendo de ódio quando uma filha passa a fazer a msm coisa que elas...Sinceramente não consigo entender o porque isso, mas enfim...

Bem, voltando ao q interessa, de uns tempos para cá surgiu uma legião de adolescentes que ao invés de procurar saber de forma correta sobre o sexo, além de distorcerem os fatos, acabam cometendo pérolas dignas de piadas de Ary Toledo e as revistas de adolescente (como Atrevida, vulgo Abobada, e Capricho, vulgo Carrapicho) passaram a rechear de merda essas pérolas acrescentando ainda mais o arsenal de porcaria que eles contém nos periódicos (matérias em pauta nessas merdas como modinha pop, novelinhas babacas, comportamente promíscuo e infantil imperam nessas merdas). E como essas pragas não têm absolutamente nada a acrescentar em nossas vidas, normalmente apelam para tópicos querendo imitar o Jairo Bauer (para quem não sabe esse aprendiz de sexólogo fracassado trampava na MTV e apresentou um quadrinho no FaNáutico da Rede Corno - Obs : Nada contra quem torce pro Náutico, só avacalho essa merda de programa )...Bom, pesquisei, e conversando com a minha então namorada a respeito, em diversas revistas desse porte na net e ri e muito as perguntas que os leitores fazem toda mão e as minhas respostas que elaborei para essas perguntas foram do nível da pergunta delas, resumindo : pitacos de tom sarcástico pois ou são comediantes ou se fazem de otários msm...Vou dividir em tópicos e as minhas respostas para ficar mais ridículo...Obs : Não citarei nomes, uma vez q prezo pelo sigilo.

Bem as perguntas feitas pelo pessoal foram :

1 - "Como faço para conquistar quem eu quiser, me destacar, enfim, ser uma garota superpoderosa?"

R: vire garota de programa...

2 - "Masturbação demais pode causar algum problema?"

R: Na falta de alguém q possa te satisfazer as suas vontades, vale tdo..Até msm se masturbar até ter problemas de pulso...

3 - "É verdade que ao perder a virgindade, sem usar a camisinha, a menina sente mais prazer?"

R: Não sei, mas q vc vai ter barriga de chopp durante 9 meses, isso está comprovado cientificamente.

4 - "Nos últimos dois meses, tive relações sexuais com meu namorado, meu ex, meu professor de Inglês e fiquei com uns dez meninos. Agora, estou grávida e não sei de quem é. Estou pensando em tirar o bebê."

R: Vc já ouviu falar de exame de DNA ?!

5 - "Como posso fazer um teste de virgindade que seja gratuito? Preciso provar que sou virgem para as amigas."

R: Simples, compre um cinto de castidade...

6 - "Tenho 13 anos e estou grávida de um cara de 32. Espero gêmeos e minha família me prensa para falar quem é o pai, mas ele é marido de uma parente muito próxima. Vai ser horrível se eu disser a verdade!"

R: Horrível foi a sua atitude de querer engravidar de um cara tão cedo, sua idiota !!

7 - "Que barra!Namoro um cara de 30 anos que só quer fazer sexo anal. Até três dias depois da relação, ainda sinto muita dor. Será que tenho alguma doença grave?"

R: Doença não, mas q vc vai ficar pelo menos uns dois meses sem sentar direito numa cadeira, isso vai...

8 - "Comecei a transar com um namorado. Depois, namorei outro. Mas com ele não sentia nada. O garoto disse que não ou normal e me mandou ir ao médico. Mas voltei com o primeiro e agora parece que está tudo bem. será que tenho algum problema?"

R: É q vc está sempre no cio, só isso..

9 - "Sou cigana e estou apaixonada por um garoto que não é. Além disso, desde pequena já estou de casamento marcado com um cigano. O mais grave é que não sou mais virgem. Meus pais vão me matar na hora em que souberem que meu noivo não viu o sangue. O que faço?Devo fugir?"

R: Já vi esse filme antes..Foi tema até de novela esdrúxula das 8...

10º e última - "Meu namorado tem o pênis grande. Corro o risco de me machucar se eu transar com ele?"

R: vira a bunda e pede pro teu namorado mirar o pinto grande dele no olho do teu cu e aí vc escreve como foi..

Tá certo q estrapolei pacas no tema mas é tanta bizarrice que o povo pergunta que chega a ser digno de pena, inclusive...

domingo, 3 de maio de 2009

Zombies on the Beach - Quiosque "Estrela do Mar" - 02.05.2009


Para dar uma nova quebrada de ritmo, não poderia deixar de mencionar sobre uma das festas mais engraçadas e bizarras da História da "Cena Alternativa" da Baixada Santista por circunstâncias que apresentarei adiante...Uma descrição resumida sobre isso é pelo fato de que um morador de rua roubou a cena na parte final...Mas vamos ao início para não perder o foco.

Começando essa jornada, lá fui eu querendo inventar de chegar mais cedo e quando avistei o local, além de estar às moscas naquele momento, tava rolando bate-estaca bem sacal e não tava tanto frio assim...Logo depois, um dos organizadores do evento me falou que a partir do próximo evento terão dois dias: no primeiro dia será dedicado a música eletrônica e no segundo, todo aquele repetório que o pessoal sabe bem e não há necessidade de repetir trocentas vezes a mesma coisa. Aos poucos, o pessoal foi pintando, incluindo o Rebel (melhor DJ da Região), que foi o primeiro a discotecar, o mitológico Marcelo Rosa (um dos poucos sobreviventes no meio) e uma mescla de pessoal conhecido no Tagarelas (vulgo Tagas), nas festas alternativas de outrora e cambada nada a ver com a essência do local.

A Discotecagem no geral (quem discotecou, pela ordem: Rebel, Aline Gatto, Hércules, Marcelo Rosa e mais dois (não lembro o nome de ambos)) foi variado e teve avaliações distintas. O Rebel, dispensa apresentações; a Gatto melhorou muito nos últimos tempos mas ainda peca na sequência das músicas em alguns momentos e deu enfoque maior a bandas como The Frozen Autumn, The Diary of Dreams e outras bandas de Darkwave; o Rosa estava com playlist considerável mas na hora de discotecar ficou tão ansioso que acabou se complicado com problemas de intervalos das músicas e suas respectivas sequências; quanto ao Hércules, mandou uma sequência de músicas de Synth Pop, alguns não foram muito do meu agrado, mas deu para levar...Agora quanto aos demais, além de EBM a rodo (EBM = bate estaca misturado com Psy mto podre), a qualidade podem imaginar que avalio do pior jeito que pensam: na minha visão foi um porre e não gostei !!! Salvo uns momentos de Prodigy, mas é pouco !!!

Voltando ao pessoal, como disse, foi uma mistura de pessoas oriundas dos locais que mencionei e entre eles, tirando um momento vexatório ou outro e de figuras deploráveis que volta e meia surgem do nada, até que o clima foi agradável e cordial...Porém, uma pessoa roubou a cena e não tinha nada a ver com ninguém...Era um morador de rua !!!! Tudo bem que desde os tempos da Ilha (isso lá se vão 12 anos !!!) que sempre aparecia alguma figura para ter seus 15 minutos de fama, mas que nem esse indivíduo foi demais !!! Pro começo de conversa, surgiu do nada recolhendo latinhas, mas depois de tão louco passou a fazer coisas caóticas - juntando latinhas e garrafas de bebidas em cima de uma mesa numa espécie de ritual, dançando loucamente na pista no meio da galera, falando coisas sem nexo, fazendo poses ritmados com o bate-estaca do EBM e ainda se deixando fotografar e filmar por presentes no evento...Foi algo além da imaginação, bizarro e nonsense !!!! Só faltou ele discotecar, literalmente e/ou ficar com alguma menina lá...Aí seria o ápice da decadência da cena...hauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhau !!!!

Apenas para constar, a festa terminou quando era por volta das 6 da manhã e teve momentos dantescos, como compra/venda de drogas ilícitas por parte de algumas pessoas e também figuras carbonizadas que das duas uma: ou fogem ou aparecem com aquele poserismo de sempre, mesmo sabendo que está condenado a cair no esquecimento com o passar do tempo...

Nem vou fazer a ficha a respeito do evento pois além da sequência ser idêntica aos eventos anteriores, nem dá para avaliar sobre algo que está se tornando rotineiro...Porém, vale ressaltar uma coisa: se esse mendigo queria uns 15 minutos de fama, ou pouco mais, conseguiu essa proeza !!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tour Cemiterial - Vila Júlia - Guarujá - SP - 01.05.2009


Olha, esta 7º etapa do projeto foi a mais problemática de todas as visitas que efetuamos até o momento. Calma, não houve problemas de embaço ou de alguém rondando (ainda) pra cima da gente. O que eu descrevo como caótica é o estado que a necrópole se encontra, ao ponto de mendingos ocasionalmente dormem na parte interna do cemitério, sem brincadeira.
Para começar, o dia começou com chuva e com atraso esperado, inclusive com problemas de última hora...Já indo pro Guarujá, soubemos que duas linhas passavam em frente à necrópole...Porém, além da demora, tivemos q deparar com um circular (26) dando voltas e mais voltas por vários bairros de Guarujá até chegar ao destino. Isso é o menor dos problemas...Iremos para o tópico problemático...
Chegando ao local, deparamos com moradores de rua em frente ao cemitério e a fachada mais parecia uma mescla de sítio com estabelecimento temporário falido pois tdo, realmente tdo, encontravam-se às moscas...E inclusive, o entorno é bem barra pesada e detalhe: poucos metros encontram-se prédios de apartamentos de temporada para a classe média...Um contraste bem gritante...Quanto ao cemitério em si, o quadro é desolador: grande maioria dos túmulos depredados e sem condições de alguma possibilidade de restauração, vias completamente comprometidas com rachaduras e nivelamento totalmente comprometido, problemas de odor ao ponto de sentir o cheiro de necrochorume em alguns momentos, alas de gavetões totalmente deterioradas e sem um mínimo de cuidado, funcionários que estavam com cara de que não estavam nem aí pra porra nenhuma, alas inteiras sem ao menos inscrição decente...Resumindo: uma verdadeira desova de cadáveres com aval da população e prefeitura daquele município.
Sabemos que nem tudo ali é trevas pois há um ponto aqui ou acolá que se salva, mas no geral, este cemitério conseguiu algo que parecia bem difícil: ser considerado um dos piores em todos os aspectos da Região da Baixada Santista !!!!
Ficha
Nome: Cemitério Municipal de Guarujá - Vila Júlia
Local: Avenida da Saudade s/nº - Bairro: Vila Júlia - Guarujá
Gestão: Municipal
Inauguração: Década de 1940 (Não há dados precisos)
Nota: 1,5
Pontos Fortes: Um ou outro exemplar tumular, mas o número total é pequeno perante ao caos !!!
Pontos Fracos: Tudo o que você, leitor, possa imaginar !!!
E o seu entorno é bem perigoso mesmo, ao ponto de ter uma viatura da polícia na praça perto do cemitério 24 horas por dia...E até mesmo as instalações administrativas do local são bem decadentes...Só indo lá mesmo...Apenas para citar como curiosidade: na volta, pegamos o mesmo 26 e nos mostrou um tour de Guarujá da forma bem peculiar e concluimos que o município é o mais bizarro da Região !!! Por outro lado foi bom ter ido, embora a visita tenha sido mais curta de todas (ficamos das 16 até 17 hrs na Vila Júlia). Porquê ? Porque simplesmente é preciso mostrar a realidade, mesmo que o local seja um depósito, literalmente falando...Como é o caso da Vila Júlia !!!